Home Data de criação : 07/01/25 Última atualização : 11/10/17 11:31 / 21 Artigos publicados

ANITA MALFATTI  escrito em quinta 25 janeiro 2007 22:21

Blog de artebrasileira :ARTE BRASILEIRA, ANITA MALFATTI

                                                   

                                                    

                                       

                                        ANITA CATARINA MALFATTI

                         

                                               1889 -1964

Anita Malfatti nasceu em São Paulo em 02 de dezembro de 1889, filha de um engenheiro italiano e mãe americana. Anita nasceu com um problema congênito que lhe limitava movimentos do braço e da mão, no lado direito. Após cirurgia realizada no Brasil , seu braço não adquiriu os movimentos naturais, foi treinada a utilizar a mão esquerda, tornando-se canhota por necessidade.Estudou a Escola Normal do Mackenzie College, o talento para pintura  sensibilizou seu tio e padrinho, que patrocinaram   uma viagem de estudos à Alemanha., onde teve inicialmente aulas particulares no ateliê de Fritz Burger. No ano seguinte matriculou-se na Academia Real de Belas-Artes.Visitando uma exposição da Sounderbund (grupo de pesquisa), tomou contato com a arte dos rebeldes, desligados do academismo ensinado nas escolas, fascinada, aproximou-se do grupo e passou a ter aulas.Retornou ao Brasil em 1914, viajando em seguida para os Estados Unidos, onde matriculou-se na Art Students League, uma associação desvinculada das academias, onde teve a liberdade de pintar o que desejasse, com toda a força própria de criação sem quaisquer limitações estéticas. Foi o período mais marcante de sua criação, no   qual pintou O homem amarelo,   Mulher de cabelos verdes, O japonês, e vários outros quadros.Anita sentiu-se preparada para retornar ao Brasil, mas não sabia se o Brasil estava preparado para Anita.Em 1916, Anita retorna ao Brasil, para expor sua nova concepção de arte, voltada para o expressionismo, confiando nos comentários e palavras de incentivos de amigos, não hesitou em alocar um espaço do Mappin Stores onde 12 de dezembro de 1917, realizou uma única apresentação. Ninguém poderia supor que Monteiro Lobato um pré-modernista, que sequer foi à exposição de Anita, disparasse contra a pintora artigos no    jornal O Estado de São Paulo", na verdade  Lobato queria atingir os amigos da pintora (os modernistas) e tornou Anita seu alvo principal.Nem mesmo as palavras mais afáveis, ou menos agressivas, despejadas ao final do artigo, nem os elogios ao seu talento, foram suficientes para desfazer o estranho sobre Anita, que caiu em forte depressão, vivendo um período de desorientação, um sentimento que    carregou para o resto da vida. Passado um ano, Anita foi tomar aulas de natureza-morta, ocasião em que conheceu Tarsila do Amaral e teve inicio uma amizade. Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, e viajou a Paris, onde se encontrou com Tarsila, Oswaldo, Brecheret e Di Cavalcanti, voltou mais confiante, mas disposta a não se atirar a novas aventuras. Sua arte, a partir daí virou uma salada russa.Já com idade madura, Anita mudou-se para uma chácara em Diadema (SP), onde faleceu em 06 de novembro de 1964, alienada do mundo, cuidando do jardim e vivendo seus próprios devaneios.

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PARANÓIA OU MISTIFICAÇÃO  escrito em quinta 25 janeiro 2007 22:24

                        PARANÓIA OU MISTIFICAÇÃO

       (texto publicado no jornal " O estado de São Paulo" )

Autor: Monteiro Lobato

Embora se dêem como novos, como precursores de uma arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica: nasceu como a paranóia e a mistificação.  De há muito que a estudam os psiquiatras em seus tratados, documentando-se nos inúmeros desenhos que ornam as paredes internas dos manicômios. A única diferença reside em que nos manicômios essa arte é sincera, produto lógico dos cérebros transtornados pelas mais estranhas psicoses; e fora deles, nas exposições públicas zabumbadas pela imprensa partidária mas não absorvidas pelo público que compra, não há sinceridade nenhuma, nem nenhuma lógica, sendo tudo mistificação pura.

 

 

TEXTO DE MONTEIRO LOBATO (JORNAL O ESTADO DE SP)

Há duas espécies de artistas.Uma composta dos que veêm normalmente as coisas(..) A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva.(...) Embora eles se dêem como novos, percursores de uma arte a vir, nada é mais velho do a arte anormal ou teratólogico: nasceu com a paranóia e com a mistificação(...) Essas considerações são provocadas pela exposição da senhora Malfatti onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das estravagâncias de Picasso e companhia.

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MONTEIRO LOBATO  escrito em quinta 25 janeiro 2007 22:49

Monteiro Lobato expressou em um artigo toda a sua indignação com a obra de Anita Malfatti, de inspiração cubista. Publicado no jornal O Estado de São Paulo, o texto "Paranóia ou Mistificação?" é, até hoje, o exemplo mais nítido de resistência à pintura moderna.

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O HOMEM AMARELO  escrito em quinta 25 janeiro 2007 23:25

Blog de artebrasileira :ARTE BRASILEIRA, O HOMEM AMARELO
 

Características cubista e expressionista, no quadro a figura humana é o personagem principal, torna-se secundário perante a explosão de cores, pinceladas firmes, o principal acontecimento deste quadro e a operação cromática, bem diferente do naturismo que predominava no Brasil. homem amarelo, que tanto encantou Mário de Andrade, o modelo é um pobre imigrante italia no que segundo a pintora, ao entrar para posar, tinha "uma expressão tão desesperada!" No quadro, é outro que surge: um "homem de cor" a serviço da pintura e glorificado por ela. A relação de hierarquia entre os elementos se inverte, ao contrário da era clássica: o referente torna-se secundário e a operação cromática o principal acontecimento da obra. Não se representa na tela um imigrante. O homem do quadro não é propriamente um homem, ou sua caricatura, mas ato potencializado em cor sob máscara humana, levemente sóbria, quase indiferente a si mesma, e uma das figuras mais expressivas de Anita Malfatti. Se a obra desta artista não causa o mesmo impacto em suas fases posteriores, ela nos deixa, sobretudo em seu período expressionista, um legado de grande força e invenção.

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O JAPONÊS  escrito em quinta 25 janeiro 2007 23:33

Blog de artebrasileira :ARTE BRASILEIRA, O JAPONÊS
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